sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Realidade limitada

Um homem negro caminha, sua sombra branca contrasta com o pavimento, olhos negros que vêm mais que castanhos, verdes ou azuis, unhas negras e lábios negros.
Lábios que negras palavras proferem, palavras que se espalham pelo ar e que emprestam a sua cor ao céu nocturno.
E desse negro pano escorre um fino fio que tinge o alcatrão onde ele caminha.
Para este homem não há limites, não há fins.
A única coisa que o limita é a imaginação, ilimitada por natureza.

2 comentários:

  1. Gosto da forma como transmites o sentimento, sem que o espelho onde ele se reflete esteja para ti apontado.
    Contudo a imaginação é vasta e nesta amostra de pensamentos meio monocromáticos nota-se essa grande força de uma pequena palavra (imaginação).

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