domingo, 4 de novembro de 2012

Enjoas-me pequena Larva!

A caminhar pelo meu tronco e ramos, libertando a tua gosma peluda.
Sinto as tuas minúsculas patas sincronizadas em direcção ás minhas folhas, peço ajuda ao distante Vento, à Chuva presente e as Aves distraídas mas nenhuma me acode.

E começas a mastigar-me.
Com as tuas pequenas mandíbulas vais-me gastando e matando.
Tenho pena das folhas que só vão conhecer a Primavera.
As que não sobrevivem a ti e ás da tua espécie, as poucas, que tal como os outros insectos, sobrevivem a essas mandíbulas devoradoras, sem remorsos ao atacarem a sua espécie.

Triste Larva, matas-me por fora e o Homem por dentro me destrói o coração, lançando-o para as suas fogueiras!
Sim, querida Larva, é o que acontece quando já não damos fruto, flor, folha.
O que de nós cuida retira o que nos resta.
E alegra-se quando já crescida te vê voar!

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