sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Deambulo pelas ruas

Sou perseguido, por um qualquer ser das trevas, um qualquer não, por três.
Três sombras que aumentam e diminuem de tamanho à passagem dos candeeiros, em tudo iguais a mim, mas em tudo distintas.
Uma não tem o caderno que trago na mão direita, outro o chapéu-de-chuva e ainda aquela que na sua cor perde o cachecol que trago.
Todas estas se direccionam a mim, como que procurando algo que lhes pertence, algo que eu lhes tenha tirado e que só com sangue se pode repôr.
E sangue escorre pela calçada branca e preta nascendo o Sol para um Dia morto.

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