sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Num dia cinzento.

Acordo para um novo dia, um dia cinzento, um dia em que não há cães na rua à chuva, um dia em que não vejo ninguém nos passeios a passar frio, fome, a passar por um momento de solidão e desprezo. 
Olho a minha volta e não vejo sinais de crise, não vejo tensões sobre globo, o prémio Nobel da Paz é atribuído a todo o mundo neste dia.
A chuva molha me o rosto quente, os meus olhos ficam húmidos e sinto lágrimas que me rasgam a face como uma lamina rasgaria gargantas. E dói da mesma forma, é sufocante! É triste! E mais triste que a dor é acordar e ver que o mundo está na mesma, que o dia é cinzento e que os cães abandonados à chuva aquecem os que não tem tecto

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