Tenho-me refugiado entre os teus abraços e beijos.
Entre os teus bons dias rasgados com um sorriso que abarca toda a alma que não se vê.
Tenho feito isto de uma forma inconsciente, instintiva e só agora tomo conhecimento disso, só agora o vejo e só agora me apercebo da minha fraqueza, da minha incompletude, da tentativa de evitar os problemas e confrontos que me surgem.
Sinto-me enjoado, cansado, triste e em ultima instância sem vida quando estou longe de ti, isto porque fujo, porque oculto-me num amor que sem o saber me protege como um manto do frio, como um escudo de flechas em chamas que tentam trespassar a carne, como só o amor sabe proteger e cuidar.
Tenho me usado de ti, e tu de mim- penso agora- e isso pouco importa, isso pouco diz, ou tudo revela.
Gosto de ti e em nós tudo é natural, tudo é instintivo e quando pensado tudo se torna assim feio sem cor ou graça, vê-mo-nos como parasitas, quando na verdade o amor não é pensado, o verdadeiro, é sentido.
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